Autoavaliação

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1. Panorama geral do Programa

O Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal (PPGBV) é vinculado ao Departamento de Botânica do Centro de Biociências da Universidade Federal de Pernambuco. Iniciou suas atividades em 1992, como Mestrado em Biologia Vegetal (MBV), e se tornou um Programa de Pós-Graduação completo a partir de 1998, com a implantação do nível de Doutorado. O PPGBV atingiu o conceito 5 no Triênio 2004-2006 e o manteve no Triênio seguinte (2007-2009). O conceito 6 foi alcançado no Triênio 2010-2012, e, no último Quadriênio (2013-2016), o PPGBV não apenas manteve o conceito 6, como consolidou sua posição como Programa de nível internacional, tendo alcançado 3 scores dentre os 4 indicadores objetivos de internacionalização da área para classificar cursos 6 e 7.

O PPGBV tem como Missão promover a formação de recursos humanos qualificados nas áreas de Ecologia, Conservação e Sistemática de Plantas (i.e. Ciências da Biodiversidade) e a construção de conhecimentos de excelência voltados à transformação da sociedade. A sua Visão é ser um Programa de referência nacional e internacional na Área de Biodiversidade comprometido com a transformação e desenvolvimento sustentável da sociedade.

Desde sua criação, o PPGBV foi pensado para ser um programa de excelência com linhas de pesquisa que tivessem abrangência em temáticas variadas da botânica e da ecologia vegetal. Ao mesmo tempo em que foram incluídas disciplinas que formam a base teórica da biologia vegetal, como anatomia, fisiologia, morfologia e sistemática, o Programa teve a preocupação de construir essas matérias inserindo nelas a modernidade necessária para torná-lo competitivo e reconhecido no cenário internacional, trazendo conhecimento de ponta para cada uma dessas disciplinas básicas fundamentais. Nesse sentido, a inclusão do viés ecológico e de tecnologias modernas e integradas nas temáticas de anatomia, fisiologia e morfologia, assim como a abordagem molecular nas análises de sistemática, trouxe um diferencial moderno para o Programa, o que tem sido importante na atração de estudantes não só da Região Nordeste, mas de todo o País e de várias partes do mundo.

Isso pode ser constatado no grande número de titulados pelo Programa e na sua inserção com sucesso no mercado de trabalho. Já foram defendidas 347 dissertações de mestrado e 144 teses de doutorado no PPGBV; atualmente o Programa conta com 89 alunos matriculados (dezembro/2020), sendo 27 mestrandos e 62 doutorandos (todos com bolsa). A maioria dos egressos do PPGBV atua no magistério superior ou em outras instituições de pesquisa pública ou privada, ressaltando o perfil acadêmico do Programa e sua Missão. No início de 2020 fizemos uma pesquisa entre os egressos de doutorado dos últimos 10 anos (2010 a 2020) e verificamos que quase 50% atuam na carreira do magistério superior, a grande maioria em instituições públicas, mas alguns em privadas; quase 30% atuam como pesquisadores em institutos de pesquisa nacional ou internacional ou são pesquisadores ou técnicos em outros órgãos públicos na área de formação ou em organizações não governamentais, os demais atuam como professores no ensino médio nos Estados de Pernambuco, Paraíba e Alagoas ou ainda são pós-doutorandos no nosso Programa e em outras universidades.

Embora o PPGBV não integre o projeto Dinter/Minter, nossa interação com outros Programas de Pós-Graduação tem sido cada vez mais intensa. Regularmente, docentes e pesquisadores qualificados de diversas instituições nacionais e internacionais são convidados a colaborar com o PPGBV através do oferecimento de disciplinas e palestras, participação em bancas examinadoras, visitas científicas no âmbito de projetos de colaboração, coorientações e coautorias de artigos desenvolvidos pelos membros do corpo docente e discente do Programa. Docentes do PPGBV também colaboram com outros Programas de Pós-Graduação do Brasil e no exterior oferecendo disciplinas teóricas e cursos de campo, participando de missões científicas, bem como de bancas de mestrado e doutorado.

A Comissão de Autoavaliação do PPGBV foi criada em 2019, com o intuito de sistematizar a elaboração do Planejamento Estratégico e refletir e propor práticas e processos de autoavaliação, objetivando aprofundar o conhecimento do Programa sobre si mesmo em seus aspectos qualitativos e contextualizados. Contudo, desde sua criação, o PPGBV pensa estrategicamente e faz autoavaliação, sempre fundamentada em três princípios básicos: (1) continuidade e caráter permanente do processo; (2) metodologia participativa no processo de definição de objetivos/metas/missão do PPGBV; e (3) avaliação focada na excelência em ciências da biodiversidade. Foi através desta autoavaliação contínua que o PPGBV tornou-se a principal referência nacional para estudos sobre a biodiversidade vegetal e suas interações abrigada nos ecossistemas nordestinos, o que pode ser verificado pela publicação de livros e artigos de referência sobre a história natural, ecologia e conservação destes ambientes, ecofisiologia, etnobiologia, sistemática e evolução da sua biota, alguns dos quais, inclusive, premiados. A seguir apresentamos em mais detalhe o Projeto de Autoavaliação do PPGBV.

2. Estratégia

A autoavaliação no PPGBV será pautada em três princípios basilares: qualidade do corpo docente, qualidade do corpo discente e qualidade da produção científica. A metodologia empregada pelo PPGBV incluirá diversos parâmetros qualitativos e quantitativos que visam aferir a qualidade das aulas ministradas, a formação dos pós-graduandos, a produção científica relacionada aos projetos de pesquisa, as colaborações locais, regionais, nacionais e internacionais.

As avaliações de aprendizado seguirão os parâmetros quantitativos institucionais e serão feitas por meio de provas escritas e práticas, seminários, debates, etc. O sistema de avaliação padronizado será destinado às aulas das disciplinas obrigatórias e eletivas, com base em conceitos adotados e recomendados pelos profissionais da área de avaliação educacional. A avaliação da qualidade das aulas ministradas tem caráter subjetivo e será realizada individualmente pelos docentes, bem como pelos discentes não tendo, no entanto, caráter obrigatório. Esse sistema constitui uma avaliação igualitária padronizada de todas as disciplinas e docentes, individualmente, envolvidos nas disciplinas. Isto permitirá a elaboração de ações mais concretas visando a melhoria do processo ensino-aprendizagem, assim como prospectar novas temáticas a serem abordadas nas disciplinas regulares ou novas, tanto quanto garantir a boa performance dos docentes e melhor aproveitamento por parte dos discentes.

Para que as respostas dos discentes não sofram qualquer viés de interferência por parte do curso e dos docentes, será garantido o total sigilo e anonimato nos questionários que, inclusive, podem ser físicos ou digitais. As respostas serão reunidas e analisadas por um consultor externo ao PPGBV da área de educação (subárea de avaliação de aprendizado), preferencialmente da própria UFPE. Com base nisto, anualmente, esse consultor externo poderá suprir com um relatório à Comissão de Autoavaliação do curso que, então, discutirá as ações possíveis para cada cenário que for apresentado. Esse procedimento garantirá acompanhar a qualidade das atividades pedagógicas, a qualidade dos relacionamentos interpessoais no espaço de aprendizagem, bem como as demandas que surgem do corpo discente. Garantindo a qualidade do ensino, é possível garantir um dos pilares da formação profissional voltada para o fornecimento do arcabouço teórico nas áreas de especialização do PPGBV. Além disso, também serão avaliadas por meio de questionários outras dimensões do Programa, como orientação, infraestrutura etc.

A produção científica seguirá empregando métricas indicadas pela própria Área de Biodiversidade da Capes. Obviamente que apenas isso não garante a qualidade da produção científica que, em última instância, reflete a qualidade do corpo docente, a qualidade da formação acadêmica do corpo discente e como este será inserido na sociedade. Para garantir isso, o Programa vem incorporando diferentes componentes na construção, avaliação e acompanhamento dos projetos de pesquisa: inserção social e destino da pesquisa, originalidade, relevância e impacto técnico-científico. Esse  sistema, baseado em um processo contínuo de avaliação através de consultores ad hoc, promove movimentos de crítica e autocríticas que levam ao sucesso do Programa e seus produtos gerados.

3. Método (técnicas, instrumentos, formas de análise)

Sendo a autoavaliação um exercício de autonomia responsável, o PPGBV irá operacionalizar esse processo tendo como princípios norteadores (1) monitoramento da qualidade do programa, seu processo formativo, produção de conhecimento, atuação e impacto científico (tendo em vista nosso perfil acadêmico) e (2) foco na formação discente de excelência na perspectiva da inserção científica e/ou tecnológica. O PPGBV implementará o processo de autoavaliação através das seguintes fases:

I – PREPARAÇÃO:

A preparação da autoavaliação, em andamento, conta com os seguintes passos: (1) constituição da Comissão de Autoavaliação; (2) sensibilização dos diferentes atores para participação nos processos, (3) planejamento e definição dos aspectos “políticos da autoavaliação”; (4) elaboração do Planejamento Estratégico para o próximo Quadriênio (2021-2025); (5) definição das abordagens de avaliação; (6) definição dos critérios de avaliação e a escala a ser adotada; (7) definição dos usos dos resultados; (8) definição da periodicidade da coleta dos dados; e (9) consolidação do Projeto de Autoavaliação em si.

Diversas abordagens de avaliação já são utilizadas pelo PPGBV. A primeira consiste em avaliação por diversos instrumentos (seminários, provas escritas, atividades, frequência) durante as disciplinas regulares do programa. A segunda, que visa avaliar o desempenho dos docentes no tocante ao ensino/ aprendizagem, é realizada por meio de um formulário preenchido pelos alunos após o término de cada disciplina. Além disso, tanto discentes quanto docentes são periodicamente avaliados e orientados com relação à saúde mental. Esse acompanhamento é feito por meio de um formulário, sempre em sintonia com setores da UFPE ligados à saúde mental como o Núcleo de Telessaúde – NUTES (Hospital das Clínicas) e Núcleo de Atenção à Saúde do Estudante (NASE). Outro aspecto importante do processo de autoavaliação é o acompanhamento dos egressos. Esse acompanhamento é feito de forma muito próxima, pois vários são colaboradores dos docentes do Programa.

II – IMPLEMENTAÇÃO:

A implementação acontece de acordo com o cronograma previsto no projeto e deve ser monitorada de forma que possam ser propostas e adotadas medidas que assegurem que, mesmo com mudanças, a autoavaliação atinja seus objetivos, contribuindo para a melhoria do Programa.

III – DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS:

A divulgação dos resultados será pautada em dois aspectos: (1) eles devem ser conhecidos a tempo de informar as tomadas de decisão (perecibilidade) e de serem utilizados pelo colegido do PPGBV; e (2) a divulgação deve adotar linguagem clara, objetiva, de forma a ser acessível a todos os seus públicos-alvo. Serão adotados mais de um meio/formato de divulgação, como seminários, reuniões e o site do PPGBV.

IV – USO DOS RESULTADOS:

Os usos dos resultados serão definidos de forma colegiada e monitorados pela Comissão de Autoavaliação. Tendo em vista a implementação de um processo participativo, a tendência é de apropriação dos resultados, mas o acompanhamento planejado garantirá  que os resultados sejam efetivamente úteis e norteiem as tomadas de decisões do Colegiado do PPGBV.

4. Cronograma

No.Descrição da etapa (O quê?)Sujeitos envolvidos (Quem?)Ferramentas e técnicas (Como?)Local (Onde?)Períodos e datas (Quando?)  Produção / Resultado
Preparação
1.1Constituição da Comissão de AutoavaliaçãoColegiado do PPGBVReuniões virtuaisSala virtual do PPGBVDezembro de 2019Comissão de Autoavaliação constituída
1.2Elaboração e aprovação do Planejamento Estratégico para o próximo Quadriênio (2021-2025)Comissão de Autoavaliação, ColegiadoReuniões virtuaisSala virtual do PPGBVDezembro 2020 Planejamento Estratégico aprovado
1.3Elaboração e aprovação do Projeto de AutoavaliaçãoComissão de Autoavaliação, ColegiadoReuniões virtuaisSala virtual do PPGBVDezembro 2020Projeto de Autoavaliação aprovado
Implementação
2.1Elaboração e aplicação de questionários e planilhas de coleta de dadosComissão de Autoavaliação, Comissão de CredenciamentoFormulários de avaliação de docentes, orientadores, discentes, saúde mental, infraestrutura. Avaliação panorâmica do programa. Planilhas de produção científicaColeta de dados: virtual, por Google Forms ou ExcelSemestral ou anualmente 2021-2025Formulários de avaliação aplicados e planilhas de dados preenchidas
2.2Consolidação dos resultados dos questionáriosConsultor externo e Comissão de AutoavaliaçãoAnálise dos dados coletados através de Google FormsSala virtual ou do PPGBVSemestral ou anualmente 2021-2025Resultados consolidados
2.3Elaboração de relatórios com os resultadosComissão de AutoavaliaçãoElaboração de relatóriosSala virtual ou do PPGBVAnualmente 2021-2025Relatórios com resultados das avaliações
Divulgação dos resultados
3.1Elaboração de infográficos com os resultadosConsultor externo e Comissão de AutoavaliaçãoInfográficosSala virtual ou do PPGBVSemestral ou anualmente 2021-2025Infográficos dos resultados
3.2Reuniões com o Colegiado e com consultoresComissão de Autoavaliação, colegiado, consultoresSolicitar orçamentos de consultores capacitados,  definir contrato, enviar dados e reuniõesSala virtual ou do PPGBVAnualmente 2021-2025Reuniões e atas das reuniões
3.3Aula de encerramento anual para divulgação de resultados e reflexão sobre os resultadosComissão de Autoavaliação, colegiado, corpo discenteApresentação dos resultados e reflexão dos mesmosSala virtual ou do PPGBVAnualmente 2021-2025Apresentação e discussão em aula de encerramento
Uso dos resultados
4.1Uso dos resultadosComissão de Autoavaliação, ColegiadoApresentação de recomendações e decisões colegiadasSala virtual ou do PPGBVAnualmente 2021-2025Implantação das decisões tomadas, tais como critérios de recredenciamento, normas de disciplinas de acompanhamento etc.
Metavaliação
5.1MetavaliaçãoComissão de Autoavaliação Colegiado, corpo discenteReflexão sobre o processo de autoavaliação e seus impactosSala virtual ou do PPGBVFinal de 2025Implementação de mudanças no Projeto de Autoavaliação

5. Recursos

De modo a viabilizar a proposta aqui exposta, a Comissão de Autoavaliação do PPGBV (CAA) deverá dispor dos seguintes recursos humanos e materiais: 

  • Recursos digitais como os disponibilizados pelo Google (Meet, Formulários, Documentos, Planilhas etc) para aplicação dos formulários            onlines, reuniões, compartilhamento dos documentos a serem elaborados e afins, principalmente no contexto da pandemia de COVID-19;
  • Contratação de profissional competente para elaboração, aplicação, análise e divulgação dos questionários e seus resultados (avaliação docente, discente, saúde mental etc) mais assertivos e eficientes;
  • Questionários e outros materiais impressos que se fizerem necessários aplicar/distribuir;
  • Sala com projetor para as reuniões e seminários presenciais de formação, planejamento e de atualização do status das atividades;
  • Materiais de apoio desenvolvidos pelas instâncias superiores como a Pró-Reitoria de Pós-Graduação (ProPG), a Comissão Própria de Avaliação (CPA)             da UFPE e a CAPES, para nortear às atividades da Comissão de Autoavaliação do PPGBV;
  • Cursos, palestras, workshops e outros treinamentos,           propostos pelas instâncias citadas anteriormente, pertinentes à realização das funções;
  • Apoio logístico e financeiros da secretaria e Coordenação do PPBV para eventos promovidos pela Comissão de Autoavaliação.

6. Equipe – responsabilidades

A Comissão de Autoavaliação do Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal, instituída na Reunião do Colegiado do dia 02/12/2019 é composta pelo(a)s Docentes Permanentes (1) Andrea Pedrosa Harand (Vice-Coordenadora na Gestão 2017-2019 e outras três gestões passadas); (2) Ariadna Valentina de Freitas e Lopes (Atual Vice-Coordenadora e egressa do Programa); (3) Inara Roberta Leal (Atual Coordenadora); (4) Isabel Cristina Sobreira Machado (Criadora do Programa e Ex-Coordenadora em quatro gestões); (5) Luiz Gustavo Rodrigues Souza (Vice-Coordenador na Gestão 2015-2017 e egresso do Programa); (6) Marcelo Tabarelli (Ex-Coordenador em duas gestões  passadas e um dos vinte docentes da UFPE na lista dos cientistas mais influentes do mundo); (7) Marccus Vinícius da Silva Alves (Ex-Coordenador em duas gestões passadas, Coordenador do Curso de Bacharelado em Ciências Biológicas/UFPE) e (8) Ulysses Paulino de Albuquerque (um dos vinte docentes da UFPE na lista dos cientistas mais influentes do mundo e egresso do Programa); pelos discentes (9) Diego Centeno Alvarado (atual representante discente do mestrado, ingressante no PPGBV através do Programa de Alianças para a Educação e a Capacitação – Bolsas Brasil PAEC OEA-GCUB – resultado da cooperação entre a Organização dos Estados Americanos, a Organização Pan-Americana da Saúde e o Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras, com apoio da Divisão de Temas Educacionais do Ministério das Relações Exteriores do Brasil) e (10) Willams Costa de Oliveira (atual representante discente do doutorado e egresso do mestrado); e (11) pelo Técnico Administrativo Felipe Tadeu de Hollanda Costa.

Compete à Comissão de Autoavaliação (1) discutir e refletir sobre o panorama situacional do Programa; (2) propor ações que visem diagnosticar e monitorar questões que possibilitem melhorar a formação qualificada dos discentes, a produção de conhecimentos de impacto científico, tecnológico e social e capazes de subsidiar políticas públicas; e (3) integrar e dar suporte aos docentes, discente e corpo técnico, sem descuidar das questões subjetivas e pessoais que envolvem, por exemplo, a saúde mental. As ações da Comissão de Autoavaliação são apresentadas, discutidas e referendadas pelo Colegiado do Programa.

7. Resultados esperados

Com base no diagnóstico inicial realizado pela comissão de Autoavaliação utilizando instrumentos implementados nos últimos anos (planilhas de acompanhamento de produção, resultado do desempenho discente em disciplinas de acompanhamento de projetos, formulários piloto aplicados etc), foram propostas metas e ações no âmbito de seu Planejamento Estratégico. Além disso, um diagnóstico inicial é apresentado abaixo. O mesmo servirá como base e será atualizado nos relatórios anuais que serão elaborados entre 2021 e 2025 a partir das coletas e análises de dados propostas no cronograma acima, e subsidiará novas recomendações de ações ao Colegiado do PPGBV.

Objeto de análise/ Ações e metasFragilidadesPontos fortesMelhoria/Ações imediatasMetas futuras
1) Formação do pesquisador    
Produção e publicação científica Quantidade ou impacto? Avanço do conhecimento? Influi políticas públicas?Baixa equabilidade entre os discentes e egressos autores de artigos nos estratos A1-A4 (43% são autores).      Alta produção qualificada medida através da métrica “número de artigos A1-A4 com discentes ou egressos por titulado mestre equivalente” (PPGBV = 1,33, média de cursos 6 = 1,2). O Programa também tem forte ação em políticas públicas, com vários egressos atuando no terceiro setor.Aprimorar as normas das disciplinas de acompanhamento das dissertações e teses; aumentar a oferta de disciplinas instrumentais, aumentar a oferta de disciplinas em inglês.Aumentar em 20% a produção qualificada com discentes e egressos, além de ampliar em 10% o impacto da produção qualificada com discente.
2) Formação do docente    
Articulação com a educação básica docentes e discentesPoucas ações/iniciativas diretas direcionadas para a educação básica pela natureza acadêmica do programa.Formação qualificada de seus discentes, culminando em uma grande parcela de egressos tornando-se docentes da educação básica, técnica (IFs) e superior (Universidades). Produção e disponibilização de forma online e gratuita de materiais didáticos para o ensino de botânica (disponível em: https://biologiavegetal.com). Participação de docentes no Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica.Ofertar regularmente cursos, minicursos e palestras de atualização para professores da educação básica das redes pública e privada de ensino.Ampliar em 30% a atuação junto a professores dos ensinos fundamental e médio por meio de cursos de atualização e produção de material instrucional voltados para aperfeiçoamento da prática docente.
3) Formação do técnico profissional e/ou Formação EaD    
Articulação com escolas empresas e agências, organizaçãoO Programa não oferece disciplinas no formato Ensino à Distância.Devido à COVID-19,  o PPGBV se adequou às atividades remotas, ofertando disciplinas regularmente (obrigatórias e eletivas). Essa prática deve se estender mesmo depois da pandemia.Estimular o corpo  docente a formular disciplinas, cursos ou minicursos no formato remoto.Ampliar o acesso ao ensino remoto, promovendo disciplinas e cursos de qualificação para os discentes do Programa.
4) Egressos e sua atuação    
Pesquisa, ensino, empresas, organizações e…Pouca diversificação na atuação além da acadêmica.Alta inserção dos egressos no mercado de trabalho, com cerca de 50% dos egressos de doutorado atuando no magistério superior, cerca de 30% em instituições de pesquisa governamentais e não governamentais, mais uma parcela atuando no ensino médio dos estados de Pernambuco, Alagoas e Paraíba.Estimular a reflexão sobre o impacto de sua produção e atuação, solicitando a inclusão deste tópico nos modelos de projeto e nas apresentações de resultados dos atuais discentesAmpliar a atuação não acadêmica do PPGBV e sua visibilidade
5) Impacto acadêmico e social Teses e dissertações Relevância social e econômica Avanço do conhecimento Relação com Egressos e sua atuaçãoPouca diversificação na atuação além da acadêmicaFormação qualificada de seus discentes, culminando em uma grande parcela de egressos tornam-se docentes da educação básica, fundamental, técnica e superior.Estimular a reflexão sobre o impacto de sua produção e atuação, solicitando a inclusão deste tópico nos modelos de projeto e nas apresentações de resultados dos atuais discentesAmpliar o impacto social da produção do PPGBV e sua visibilidade
6) InternacionalizaçãoCultura incipiente para captação de recursos externos. Além disso, a quantidade alta de discentes com níveis de inglês insuficiente.Coordenação e participação dos docentes em projetos de colaboração internacional (por exemplo, coordenamos atualmente três projetos PROBRAL CAPES-DAAD. além do PrInt CAPES).Diversificar a oferta de vagas para bolsa sanduíche na próxima proposta PrInt e em outras chamadas de colaboração internacional, além de ofertar disciplinas em inglês ministradas por pesquisadores estrangeiros.Aumentar em 10% o número de discentes de doutorado com sanduíche. Também, ampliar a oferta de disciplinas ministradas integralmente em inglês.
7) Redes e grupos de pesquisa e colaboraçãoAssimetria entre docentes do PPGBV em colaborações internacionais.O Programa colabora formal e informalmente  com diversos pesquisadores,  Programas, centros e instituições nacionais e internacionais.Diversificar a oferta de vagas para bolsa sanduíche na próxima proposta PrInt e em outras chamadas de colaboração internacionalParticipação de maior proporção de docentes e discentes em projetos em rede e em colaborações internacionais
8) Inserção social – internacional, nacional, regional, localPouca atenção à inserção social do Programa.Atuação em comunidades locais no âmbito de projetos multidisciplinares, atuação em comitês de assessoramento para políticas públicas nacionaisMapeamento de ações existentes e prospecção de potencialidadesAumentar a visibilidade da inserção social atual e futura do PPGBV
9) Inovação e empreendedorismoPouca inovação em tecnologia.Existência de uma linha de pesquisa sobre botânica econômica.Criação da Comissão de Inovação Tecnológica, Social e AmbientalMapeamento e proposição de ações de Inovação e Transferência de Conhecimento
10) Ações afirmativasO Programa ainda não conta com ações afirmativas como cotas para pessoas com deficiência, minorias e grupos oprimidos no presente ou passado.Mesmo sem definir cotas, nosso Programa tem uma parcela de alunos que se autodeclaram pretos, pardos, deficientes, LGBTQ, de baixa renda e egressos da rede pública. Não sabemos se temos indígenas e quilombolas.Implementar um questionário para saber a exata proporção de discentes entre as categorias indicadas pela UFPE e discutir a implementação de cotas na seleção junto ao Colegiado.Maior representatividade entre os discentes de pessoas com deficiência, minorias e grupos oprimidos no presente ou passado.

8. Disseminação dos resultados

A disseminação dos resultados será baseada na divulgação de infográficos e relatórios para cada um dos segmentos que compõem o PPGBV durante reuniões e seminários, bem como na página do Programa. Além disso, os resultados serão disponibilizados no sistema CAPES conforme solicitado. O processo de divulgação também contará com a ajuda de um consultor externo ao PPGBV da área de educação, preferencialmente da própria UFPE, para que os documentos divulgados sejam apresentados em linguagem clara, objetiva e acessível a todos os segmentos desejados. A divulgação dos resultados da autoavaliação permitirá uma reflexão individual para, posteriormente, em seminários com os diferentes atores do Programa, discutir coletivamente os principais aspectos detectados. Nesses seminários, a partir da identificação dos desafios – o quanto eles podem estar desalinhados com a missão do PPGBV –  será estabelecido um cronograma para as ações e tomadas de decisão envolvendo toda a comunidade acadêmica.

9. Monitoramento e uso de resultados

Como previsto no nosso cronograma de Autoavaliação, ao final de cada ano, a Comissão apresentará um relatório anual de Autoavaliação do PPGBV, no qual serão consolidados as ações adotadas durante o ano, os resultados obtidos, as metas alcançadas e os problemas detectados no período. Além disso, este relatório trará novas recomendações de medidas a serem adotadas no curto, médio ou longo prazo, que serão, por sua vez, homologadas pelo Colegiado do Programa. Uma vez homologadas, a implementação dessas medidas será acompanhada pela Comissão juntamente com as medidas definidas para cada ano no Planejamento Estratégico do PPGBV para 2021-2025, assim como nos relatórios anuais prévios da Comissão. Esse monitoramento pela Comissão se dará, no mínimo, semestralmente, através da solicitação de informações à Coordenação, docentes, discentes ou demais atores envolvidos, de forma a garantir sua aplicação. Caso seja detectado problema na implementação de alguma medida, o mesmo será levado para discussão em reunião de Colegiado do mês seguinte, que poderá rever a medida ou solicitar providências adicionais.

10. Metaavaliação

Nossa projeção é que o sistema contínuo de autoavaliação seja avaliado (metaavaliação) e ajustado ao longo do processo. Além disso, ao final do ciclo, será realizada uma metaavalição formal, identificando o quão efetivas foram as medidas adotadas nas etapas descritas acima. Assim, será possível verificar se e como o processo de autoavaliação implementado no PPGBV contribuiu efetivamente para a melhoria nos scores do programa, com base em:

I) Avaliar o que a autoavaliação havia proposto (de acordo com as fases de Preparação, Implementação, Divulgação dos resultados e Uso dos resultados);

II) Conferir se todas as etapas previstas no cronograma foram adequadamente cumpridas; 

III) Avaliar se o processo de autoavaliação contribuiu para uma melhoria do Programa, verificando se as metas propostas no Plano Estratégico foram atingidas;

IV) Propor ajustes ao processo de autoavaliação para o próximo ciclo, por meio da divulgação e discussão dos resultados gerados pela etapa de metaavaliação com o colegiado do PPGBV.

Anexos

Formulário de Saúde Mental

Formulário de Avaliação Docente pelo Discente

Formulário de Avaliação Panorâmica do Programa

Formulário de Políticas de Ações Afirmativas

Formulário de Autoavaliação docente

Formulário de Infraestrutura